Os Vicari foram um trio de clérigos criminosos, ativos no Sistema Solar durante o século XXV, composto por monsenhor Sinório, irmã Gorete e padre Romualdo.

Os integrantes do bando juraram dedicar suas vidas a encontrar relíquias religiosas criadas com o ouro e as pedras preciosas roubadas das antigas colônias na Terra durante os séculos XV a XX e devolvê-las aos descendentes dos povos que viviam nas localidades de onde os recursos minerais se originaram — conhecidos como "os originários".

Os Vicari estiveram na ativa por quase duas décadas. Quando da formação do trio, seu líder, monsenhor Sinório, já era um homem na casa dos setenta anos. Nascido em Sultânia, cidade do planeta Saturno, Sinório alcançou um papel de destaque na Católica-Net, sendo bem quisto pelo então papa Lacerta, que o alçou a monsenhor, até que suas ações criminosas o levaram à excomunhão.

Irmã Gorete, de origem não registrada, era uma freia da ordem das carmelitas. Quando se uniu ao bando, estima-se que tinha cerca de sessenta anos. Tornou-se a especialista em armas não-letais do trio, sendo responsável também por boa parte da tática e estratégia que empregavam. Foi filha de uma notória professora universitária, de nome Antonísia, presa e executada por liderar a invasão do principal banco do Sistema, o Bancox.

Padre Romualdo nasceu em uma lua jupiteriana de nome não registrado e tinha cerca de vinte e cinco anos quando foi retrucado por monsenhor Sinório. Cuidava, principalmente, da logística: provisões, locais de acampamento e itinerários de viagem. Diz-se que Romualdo possuía habilidades extransensoriais, que os Vicari utilizavam para localizar as relíquias. Imagens suas na infância operando supostos "milagres" em sua terra natal circularam nos noticiários que reportavam as atividades do grupo.

Os Vicari utilizavam uma basílica itinerante, nomeada simplesmente de “Basílica”, para se locomoverem pelo Sistema. A nave fora roubada por Sinório da Igreja, tendo sido posteriormente adaptada para atividades furtivas e operações clandestinas.

O grupo foi extensivamente perseguido pela Católica-Net e pela TETRO, a polícia governamental, por seu envolvimento no que foi chamado de “atentados contra a moral e a ordem”. Entretanto, nunca foram capturados, caindo no esquecimento.

Extras

Você pode ler mais sobre os Vicari no conto de mesmo nome, enviado em duas partes a quem nos apoia no Catarse nos meses de Dezembro de 2020 e Janeiro de 2021. Para ler, basta nos apoiar, escolhendo assinar nosso Passaporte Rebelde ou o Passaporte Civil.